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Vamos conversar um pouco sobre saúde... ter ☞ um dedo de prosa.
Criei este blog durante a pandemia, especificamente em meados de 2020, depois que o vírus da COVID-19 (SARS-CoV-2) já havia sido identificado, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. A incerteza em torno do vírus estava no auge, e nós, profissionais de saúde, continuávamos trabalhando bravamente enquanto o restante do mundo estava em lockdown.
O objetivo deste espaço era responder a dúvidas de pacientes e amigos sobre a COVID, numa época em que até nós, médicos, sabíamos muito pouco a respeito.
Quase sete anos depois, tentar compreender a realidade pós-pandemia envolve basear-nos em dados consolidados pela ciência, e continua sendo necessário combater a desinformação sobre os impactos reais do vírus e das vacinas.
O aumento no número acumulado de mortes após o início da imunização ocorreu porque a vacinação começou enquanto a transmissão do vírus ainda estava ativa, e os países enfrentavam novas variantes e ondas de infecção ao longo do tempo.
Muitas pessoas acharam desconfortável usar máscaras durante a pandemia e resistiram às vacinas; no entanto, tanto as máscaras quanto as vacinas atuaram como barreiras físicas que reduziram a propagação do vírus. As máscaras ajudaram a prevenir a inalação de gotículas respiratórias e aerossóis contaminados com o vírus, reduzindo, assim, a transmissão.
As sequelas neurológicas de longo prazo da COVID persistem hoje como sintomas contínuos para milhões de pessoas que sofrem da chamada “COVID Longa”, quadro que inclui fadiga extrema, problemas de concentração e perda de olfato e paladar.
Quanto à saúde mental, tanto para aqueles que se recuperaram da doença quanto para os que nunca contraíram o vírus, o período pós-pandemia ainda apresenta um aumento nos casos de ansiedade e depressão associados às experiências da crise sanitária.
Gostamos de sair de casa para trabalhar e socializar; durante a pandemia, o trabalho remoto (home office) foi a única opção para muitos, e mesmo após o fim da pandemia, algumas empresas continuaram a adotar esse sistema. Isso criou um fardo emocional negativo para as pessoas que, trabalhando em casa, não se sentiam verdadeiramente empregadas.
A atual situação global, após o fim das declarações de emergência sanitária, apresenta um cenário que pode levar a conclusões equivocadas, visto que continuamos a tratar pacientes com COVID. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que, embora a doença não seja mais uma emergência global, o vírus (SARS-CoV-2) continua em circulação e requer monitoramento.
As estatísticas globais da COVID são impressionantes. Os casos confirmados variam entre 765 e 779 milhões, com aproximadamente 6,9 a 7,1 milhões de mortes. No entanto, a própria OMS indicou que o número real de óbitos pode ultrapassar 20 milhões, e o total de infecções pode ser até 16 vezes maior do que os números relatados, devido à subnotificação de casos. Posso afirmar com segurança que todas as pessoas no mundo tiveram algum familiar infectado pela COVID ou que morreu em decorrência dessa infecção respiratória aguda.
Quanto às alegações de que o vírus foi criado em laboratório para atacar o mundo, com o objetivo de que grandes laboratórios lucrassem milhões com a demanda urgente por vacinas, a OMS sustenta que as teorias da conspiração sobre a manipulação intencional do patógeno carecem de embasamento científico, uma vez que não há evidências de que o vírus da COVID-19 tenha sido criado em laboratório como arma. O consenso na comunidade científica chinesa indica que o vírus surgiu por meio de transmissão zoonótica natural, ou seja, passou de animais (como morcegos) para humanos. Estudos genéticos refutam a ideia de engenharia humana ou criação intencional em ambiente controlado em relação à propagação do vírus. A hesitação vacinal e a onda de desinformação permanecem, até hoje, como parte do complexo legado global da doença.
Manter a vacinação em dia é a única solução para nos protegermos contra a COVID e tantas outras doenças. O vírus não desapareceu, mas, graças às vacinas, conseguimos controlá-lo e estamos seguindo em frente com nossas vidas.
Saúde a todos! — Drª. Jéssica Mayra
Great artyticle and good blog. Have a nice day ok
ResponderExcluirOlá, Drª. Jéssica,
ResponderExcluirUm excelente artigo sobre como a COVID ainda está presente e continua a ter um impacto real nos grupos vulneráveis. A doença ainda representa um risco concreto de hospitalização e morte, especialmente entre idosos, pessoas com condições de saúde preexistentes e aqueles que não estão com a vacinação em dia.
Só não tenho certeza absoluta se a ideia de que esse vírus foi criado em laboratório para vender vacinas é, de fato, só uma teoria da conspiração.
Seu blog presta um serviço público de saúde magnífico.
Um carinhoso abraço!!!
This is a wonderful article! I got vaccinated regularly during the pandemic. My country developed good vaccines that helped us survive.
ResponderExcluirI don't understand what's happening. Our new posts don't appear in the Blogger Reading List.
Olá, cara Jéssica.
ResponderExcluirDe facto a pandemia foi uma tragédia a nível global. Felizmente as vacinas não tiveram o mesmo efeito nas pessoas. No meu caso, tomei a vacina e foi eficaz. No entanto, outras pessoas da mesma idade mas com várias doenças que tinham, infelizmente não sobreviveram. Cada caso é um caso. As coisas nunca se podem generalizar.
Grato pela visita, e gentil comentário no meu cantinho.
Deixo os votos de bom domingo, e ótima semana que está aí à espreita.
Beijinhos!
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
¡Hola, Jéssica!
ResponderExcluirMe gustó mucho tu artículo y sobre todo, tu perspectiva como profesional de la salud.
Fue sin duda una etapa muy complicada que trajo consigo muchas consecuencias.
Ya te sigo.
Saludos desde El Tornado Literario.
Un fuerte abrazo.
Muchas gracias por tu amable visita y comentario.
ResponderExcluirUn placer llegar hasta aquí y poder leer tu artículo tan bueno sobre un tema tan interesante.
Fue una amarga etapa.
Un abrazo.
Hello dear Jessica, thank you so much for sharing this article! It is so important and helpful for us to understand. Our mental and physical health are paramount!
ResponderExcluirMe lembro perfeitamente o receio que tive e a ansiedade durante a espera pela bendita vacina da COVID. Felizmente aqui em casa, conseguimos, observando as regras sanitárias, atravessar com sucesso aquele tenso período.
ResponderExcluirTe desejo uma feliz semana, Dra.
Oi, Jéssica! O período da pandemia foi tenebroso. Na minha família houve infectados, mas tudo se passou tranquilamente, nada de complicações. Eu mesma só peguei a doença depois de ser vacinada 4 vezes. Também sou da área de saúde e nunca deixei de ir trabalhar. Alguns colegas adoeceram e perdemos uma colega também. Depois que tudo passou, olhando para trás, vejo que tenho muito a agradecer a Deus. Ainda tínhamos um governo retrógrado que contribuiu para muitas mortes espalhando desinformação. E hoje, a COVID ainda está por aí...
ResponderExcluirSiempre hay que cuidarse. Te mando un beso.
ResponderExcluirThe long Covid period felt like we were living inside a Matrix movie. The number of deaths you present is staggering, and the virus is controlled but not eliminated, and that's frightening
ResponderExcluirI'm still on vacation, but there are posts on my blog that you certainly haven't seen yet.
(ꈍᴗꈍ) Poetic and cinematic greetings.
💋Kisses💋 ©Theda Bara.
Ola, Jéssica! seu texto nos faz lembrar o quanto a pandemia mudou nossas vidas e como ainda existem muitas perguntas e consequencias daquele periodo.
ResponderExcluirObrigada por compartilhar suas informacoes y por falar de saude com tanta dedicacao. Um abraco grande.
Qual será o próximo vírus? Ele virá, só não sabemos quando...
ResponderExcluirO impacto do COVID continua ativo. Na Europa, por exemplo, nos anos seguintes a aptidão dos alunos desceu significativamente e 2025 foi o pior ano.
Boa semana.
Um abraço.
É uma excelente visão geral da história da COVID-19, desde o seu início até aos dias de hoje.
ResponderExcluirO período de sucessivos confinamentos ficará para sempre na nossa memória.
Atenciosamente,
Very well written; you know what you're talking about.
ResponderExcluirHave a wonderful new week.
Olá, querida Jéssica!
ResponderExcluirEu tomei todas as doses das vacinas, muitos me condenam.ate da família...
Pelo sim, pelo não, eu tomei até este ano.
Eu tive covod leve, so descobri pelo teste, não senti nada nem tive coriza.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Como nos dices en un principio vosotros los médicos como decimos por aquí "andabais como pollo sin cabeza" al no saber a ciencia cierta lo que era. Eso dio pie a que como bien nos dices se propagarían miles de bulos, incluido a como se propago como ocurrió en España.
ResponderExcluirPor suerte fallecidos en la familia no hubo que lo tuviesen si y fue después de puestas las primeras vacunas. Sobre los bulos de las vacunas creo que la que me han puesto siempre a mi creo ya debiera estar muerto y lo único que recuerdo de las primeras era un dolor puntual en la zona del pinchazo y si me apoyaba sobre esa zona en algo duro como las paredes.
Yo como trabajaba en una granja no deje de ir nunca a trabajar y no hubo afectados si que algunos por haber estado con alguno debió guardar cuarentena aun siendo negativo. En una ocasión me dijo uno que como no llevaba la mascarilla en el coche yendo yo solo, le dije tranquilo que ni se lo pego ni me lo pega el volante, si que la tenía preparada en el asiento del copiloto por si me paraba la policía y subir a casa desde el garaje.
Saludos.
Estimada doctora, el pasado COVID, que aún permanece, nos hizo sufrir a todos física y psicológicamente; fueron muchas las teorías que se manejaron sobre la creación del virus y que tuvieron ocupados a muchos países y científicos...Gracias a Dios fue pasando la gravedad, pero sabemos que en cualquier momento pueden surgir nuevos virus, que nos pongan en jake a todos...Ahora mismo la IA es un gran peligro, porque el hombre, ante la falta de valores humanos, es capaz de hacer cualquier cosa con las nuevas tecnologías...No obstante, no debemos perder la esperanza en nuestros científicos y profesionales médicos, que sabrán hacer frente a próximos retos.
ResponderExcluirLe dejo mi abrazo entrañable por sus buenos posts y la espero en mi blog, doctora.
Foi um problema tremendo à escala mundial e ninguém está livre de não ser contaminado.
ResponderExcluirConvém estar vacinado.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Informações importantes.A pandemia foi uma fase bastante difícil. Trabalhei em sala de vacinação,a imunização foi um divisor na proteção da saúde.
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