.gif)
Vamos conversar um pouco sobre saúde... ter ☞ um dedo de prosa.
Falar de dor moderna é falar de fibromialgia, uma dor aguda capaz de desequilibrar o paciente e perturbar sua rotina diária.
A fibromialgia está intimamente ligada à dor e a problemas do sistema nervoso; atualmente, é classificada como um distúrbio do processamento central da dor (síndrome de sensibilização central), guardadas as devidas proporções, algo semelhante a pequenos cortes de tesoura.
A fibromialgia é diagnosticada com muito mais frequência em mulheres, que representam aproximadamente 70% a 90% dos casos, razão pela qual persiste o mito de que a anestesia do parto, seja raquidiana ou peridural, a causa. No entanto, do ponto de vista científico, medicamentos e procedimentos anestésicos não podem desencadear essa síndrome de dor crônica. É muito comum que mulheres sintam dor lombar após o parto e a atribuam à injeção anestésica.
Contudo, estudos mostram que essa dor lombar tem origem em alterações posturais relacionadas à gravidez, ao ganho de peso e ao esforço físico do trabalho de parto, e que desaparece com o tempo; portanto, afirmar que a anestesia é a causa direta dessa dor é um mito. As alterações hormonais (uma queda acentuada nos níveis hormonais após o parto) afetam diretamente neurotransmissores como a serotonina, influenciando assim a percepção da dor.
A sensibilização central ocorre quando o córtex cerebral e a medula espinhal perdem a capacidade de filtrar e regular estímulos sensoriais, amplificando assim a dor. Isso desencadeia um desequilíbrio químico, especificamente uma alteração em neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, que regulam a forma como percebemos a dor.
Existe um termo técnico associado a essa condição: “fibrofog” (ou “névoa mental” da fibromialgia). Ele se refere a um problema neurológico funcional, que causa falhas de memória, confusão e dificuldade de concentração.
A fibromialgia não é uma forma de inflamação, ao contrário do que muitos pacientes acreditam. Diferentemente de outras condições reumáticas, não ocorre inflamação nos tecidos e músculos.
A fibromialgia também não é uma doença degenerativa. A síndrome não causa danos físicos graves ao cérebro ou à medula espinhal, nem evolui para tumores.
Em suma, os profissionais de saúde classificam a fibromialgia como uma anormalidade que afeta os nervos cranianos e as funções sensoriomotoras, alterando a maneira como o sistema nervoso central processa sinais de dor e estímulos sensoriais.
Mas o que significa controlar a doença? Visto que essa condição crônica do sistema nervoso central provoca um processamento exagerado dos sinais de dor, resultando em dor generalizada pelo corpo, utilizam-se medicamentos para combater a dor e proporcionar ao paciente uma sensação de bem-estar, ainda que apenas como medida paliativa. O objetivo do tratamento é reduzir a dor, melhorar o sono e diminuir a fadiga.
Além da medicação, existem outros pilares no tratamento. O exercício físico, especificamente atividades aeróbicas de baixo impacto, como caminhadas ou hidroterapia, ajudam a reduzir a dor e a relaxar a musculatura.
Como não há cura para a condição, recomenda-se acompanhamento psicológico. A terapia ajuda os pacientes a lidar com o estresse e com o impacto emocional da dor crônica.
Manter hábitos saudáveis é aconselhável para todos, mas, para quem tem fibromialgia, o simples ato de levantar-se sem dor faz uma enorme diferença. Assim, a boa higiene do sono é essencial; a fadiga extrema e os distúrbios do sono esgotam a energia necessária para as atividades diárias, incluindo a intimidade sexual.
A fibromialgia não deve, mas pode causar a perda de libido e afetar significativamente a vida sexual. Essa é uma queixa muito comum entre pacientes, embora ainda seja considerada um tabu no consultório médico.
A redução do desejo sexual em pacientes com fibromialgia decorre de uma combinação de fatores físicos e emocionais. A prática de atividades sexuais na presença de dor crônica, rigidez muscular generalizada, cãibras ou hipersensibilidade ao toque pode tornar o sexo desconfortável ou doloroso (dispareunia), gerando o receio de que isso desencadeie uma crise.
Certos medicamentos utilizados para tratar a dor e transtornos de humor (como antidepressivos específicos) podem contribuir para a diminuição da libido como efeito colateral; além disso, condições como ansiedade, depressão e estresse alteram os níveis de neurotransmissores ligados ao prazer e reduzem o interesse sexual.
O que pode ser feito? É totalmente possível recuperar o bem-estar e melhorar a vida seja íntima ou de tarefas diárias. Quem convive com a fibromialgia deve adotar algumas estratégias: Procure um especialista (como o reumatologista) ele/ela pode ajustar as doses ou trocar as medicações por outras que interfiram no alivio da dor.
Em suma, o controle da fibromialgia exige uma abordagem terapêutica multidisciplinar que combine exercícios físicos regulares, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico.
Wooow, fan de estos artículos, me parecen súper interesantes, sobre todo para alguien que, como yo, es totalmente ajeno a este tipo de términos.
ResponderExcluirTe mando un fuerte abrazo.
Boa tarde Drª. Jéssica. Eu já tive vários problemas de coluna, por causa de um antigo travesseiro. Obrigado pelas dicas interessantes e maravilhosas. Obrigado pela visita e comentário. Uma excelente tarde de quinta-feira, para a doutora e todos os seus familiares na Holanda e um grande abraço do seu amigo carioca.
ResponderExcluirThank you for your wonderful tips and your visit. Have a fantastic day.
ResponderExcluirOlá, Drª. Jéssica,
ResponderExcluirCom base nas tuas explicações, a fibromialgia funciona em um ciclo vicioso no qual o estresse atua como um gatilho que intensifica a dor, elevando os níveis do próprio estresse.
Consequentemente, a baixa autoestima, agravada pela perda de autonomia e pela incapacidade de realizar tarefas cotidianas, gera sentimentos de inutilidade e desesperança. É uma situação muito complexa.
Obrigado pelas tuas valiosas dicas de saúde.
Um carinhoso abraço!!!
Oi,Jéssica, vim conhecer teu blog,agradecendo tua visita! Gostei ! E fibromialgia, parece que cada vez encontro mais pessoas que sofrem dessa doença que dores horríveis traz!
ResponderExcluirum beijo, tudo e bom,chi ca
Thank you so much for sharing this. I didn't know very much about it.
ResponderExcluirGracias por los consejos. Te mando un beso.
ResponderExcluir